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Honduras – artigo para compreensão por elaine tavares

Você já houviu a expressão “república de bananas”, da wikipedia:

República das bananasreplubliqueta de banana ou república bananeira é um termo pejorativo para um país, normalmente latino-americanopoliticamenteinstável, submisso a um país rico e freqüentemente com um governado corrompido e opressor.

O termo foi cunhado por O. Henry, um humoristacronista estadunidense. Originalmente, o termo referia-se a Honduras e foi apresentado no livro de contos curtosCabbages and Kings, de 1904, ambientados na América Central). República, nessa época, era também um eufemismo de ditadura. Alguns trechos do livro nos quais o termo é usado são.

A jornalista Elaine Tavares traçou em artigo um rápido perfil da sociedade e da política em honduras, dos maias passando pelas disputas entre Standart fruit e Unitetd Fruit. Trechos abaixo, ele completo está aqui no sítio da Adital.

Em 1950, depois da segunda guerra, as bananeiras exigiram mudanças e o Banco Mundial foi chamado para promover a “modernização” de Honduras. Gigantescas greves de trabalhadores – como a dos plantadores de banana que parou o país por 69 dias – e de estudantes foram reprimidas em nome do desenvolvimento. E tudo o que eles queriam era o direito de ter um sindicato. Havia eleições mas, na verdade, com uma elite claudicante eram os militares quem davam as cartas e foram eles, apavorados com os avanços dos trabalhadores, que assinaram um  acordo com os Estados Unidos para que este país pudesse ter bases militares no território hondurenho.

Os anos 80 são tempos de guerra fria. Os Estados Unidos insistem na luta contra Cuba e também contra a Nicarágua que busca sua autonomia através da revolução sandinista. E, assim, com o mesmo velho discurso de combater o comunismo, Jimmy Carter manda para Honduras os seus “boinas verdes”, para ajudar na defesa das fronteiras, uma vez que o país faz limite com a Nicarágua. Além disso, os EUA abocanham mais de três milhões de dólares pela venda de armas e aluguel de helicópteros. Na verdade, lucram e ainda usam o exército hondurenho para realizar numerosas matanças de refugiados salvadorenhos e nicaraguenses. É ali, em Honduras, que, com o apoio da CIA, se leva a cabo o treinamento dos contras que, por anos, assolaram a revolução sandinista e o próprio governo revolucionário. Era o tempo em que um batalhão especial liderado por um general hondurenho anti-comunista, promoveu massacres contra lideranças da esquerda de toda a região.. E assim, durante toda a década, apesar dos escândalos políticos e mudanças de mando, a “ajuda” estadunidense aos generais de plantão sempre se manteve impávida com milhões de dólares sendo investidos nos acampamentos dos contras, que somavam mais de 15 mil soldados.

cobertura ORh: http://orhpositivo.wordpress.com/2009/06/28/golpe-de-estado-en-honduras-manuel-zelaya-capturado-por-los-militares/

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