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Legistitucionalissimamente

Cai obrigatoriedade de diploma para jornalistas

Eventualmente não somos a coisas e precisamos falar de algo para além do escopo do blog, o caso da obrigatoriedade do diploma de jornalista é um deles, pios ultrapassa as barreiras do mero exercício profissional e a discussão se colocou na esfera da liberdade de expressão, que afeta os blogs.

Antes de mais quero dizer que na internet, bem como em jornais e tv´s, a liberdade de expressão está garantida, ninguém precisa de diploma para se expressar, agora quando alguém quer chamar o que faz de jornalismo aí é diferente.

Por fim, blog é opinião, há jornalistas que mantém blogs com textos jornalísticos, mas eu por exemplo não chamariámos o pilulas de jornalismo, ele é um blog.

abaixo nossos quadros cinzas de ponderadas e qualificadas opiniões sobre este fato:

Nonato Albuquerque, Gente de mídia, lido no Liberdade digital
Editorial escrito pelo jornalista cearense Nonato Albuquerque após a divulgação do julgamento da exigência do diploma de jornalista:

A decisão do Supremo com relação ao fim do diploma obrigatório para o exercício da atividade jornalística me leva a muitas interrogações. Uma delas, ao fato de querer saber como vai funcionar o mercado a partir de agora em termos de profissionalização.

Sem diploma, de que servirão os cursos de formação que sempre responderam à altura no trabalho de formar gerações para o exercício da atividade? E quantos desses cursos que existem vão resistir agora que nada representarão judicialmente falando? Mais ainda: que critério um órgão de imprensa vai levar em conta para empregar alguém no setor a partir de agora?

Sabe-se que o curso não cria jornalistas; tampouco, eles nascem feitos. No entanto, a passagem pelos bancos da faculdade os aprimora, burilando os vocacionados no aprendizado da técnica que a atividade exige.

Enquanto estiverem na redação, as gerações formadas nessas salas de aula, talvez se possa creditar a elas a transferencia desse importante aprendizado para aqueles que vão ingressar no mercado.

Uma outra pertinente indagação é a relacionada aos que irão ocupar os lugares dos formados? Quem serão eles? Gente da competência exclusiva do patronato que, a essa altura do campeonato, deve estar celebrando uma decisão que eu considero errônea, porque implica na possibilidade de ampliá-la para outras atividades.

Posso estar sendo simplista e corporativo no meu ponto de vista, mas tendo iniciado aos 14 anos numa redação de rádio, só a formação teórica no curso de Comunicação da UFC, me capacitou a compreender a gênese da atividade, o espírito de sua aplicação como formador de opinião e a exegese de que somos transformadores da História. E, tanto quanto um historiador, um geógrafo, um político social, há necessidade do téorico para compreender a aplicação na prática.

Texto do jornalista Nonato Albuquerque, do Gente de Mídia

Guáter Jorge, no blo do jornal OPovo
O diploma que não melhora, não piora

Postado em 17 de junho de 2009 por Guálter George

Caiu a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo no Brasil. Para alguns, festa. Para outros, eu, inclusive, um belo passo atrás que o País dá.

Foram 8 votos pelo fim do diploma, puxados pelo ministro-relator, e presidente do STF, Gilmar Mendes, contra apenas um, do ministro Marco Aurélio Mello, favorável à manutenção da exigência.

Prevaleceu, à parte o lado mais técnico da discussão, o argumento de que o jornalismo não é tão fundamental à vida das pessoas quanto a medicina ou a advocacia, ficando em dois exemplos citados. Um simplismo que não está à altura da nossa mais alta Corte de Justiça.

O diploma, de fato, não é a garantia de melhor jornalismo. Cabe, então, perguntar àquele que assim pensa o que poderia garantir qualidade à prática? Simplesmente pôr abaixo qualquer regra? Eliminá-las, todas? Sai o diploma e o que fica para garantir um mínimo de critério no acesso à profissão?

É falacioso o argumento, presente aos votos de alguns ministros, de que textos bons, melhorados pelo fato de os autores também dominaram os temas que abordam, deixam de ser aproveitados nos jornais pela exigência do diploma.

Não deixam, como mostram páginas de Opinião tomadas por artigos escritos por médicos, advogados, arquitetos etc, gente capaz de abordar temas que domina com maior qualidade por uma questão de afinidade profissional e que o diploma não tem sido um empecilho para que brinque de escrever para o público.

O diploma não faz o bom jornalista, concordo, mas também não pode ser responsabilizado pelos maus profissionais que o mercado continua apresentando. Sem ele, que tem funcionado como um instrumento de regulação mínima, pode-se até imaginar que a tendência natural é de piora no cenário.

Comentário: Rivelino

em 18 de junho de 2009

CONCORDO QUANDO VOCE ARGUMENTA,QUE O DIPLOMA NÃO ALTERA A QUALIDADE DO JORNALISTA,POR OUTRO LADO, SABEMOS A DIFICULDADE DAS CLASSES MENOS FAVORECIDAS EM TER ACESSO A UM CURSO SUPERIOR,O QUE POR SI SÓ, JÁ PODERIA CAUSAR A PERDA DE BONS JORNALISTAS,PORTANTO,ACREDITO QUE DESSA MANEIRA SE TORNE MAIS DEMOCRÁTICO O EXERCÍCIO DESSA NOBRE PROFISSÃO.

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