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Ponto GOV

Os BRIC se encontram para traçar acordos e definir questões sobre moeda internacional

Hoje Brasil, India, Russia e China se encontram na cidade de Ecaterimburgo, na Rússia, para acertar mecanismos financeiros e discutir a crise econômica global, comércio exterior e conjuntura política mundial afim de fortalecer o comércio que já existe entre esses países. Participarão o Presidente da China, Hu Jintao, o Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev e o Primeiro-Ministro da Índia, Manmohan Singh.

A expressão “BRIC” foi primeiramente utilizada pelo economista Jim O´neil em um relatório do banco de investimentos Goldman Sachs. A premissa do relatório é mapear as principais economias emergentes que até  a metade do século se tornariam as principais potencias econômicas do mundo concentrando 40% da população mundial e até 2007 o PIB dos BRIC´s representou 65% do crescimento mundial.

A expectativa gerada por este segundo encontro, a foto acima registra o primeiro, se dá não pelo fortalecimento do comércio entre esses países, que já é considerável, mas sobretudo pela discussão da criação de uma moeda de reserva internacional ou o uso de moedas locais no comércio entre países emergentes.

Este tema é hoje, no decorrer da crise global, um dos mais melindrosos aos EUA, tanto é que tentaram participar como observadores, mas sua participação foi negada. Um dos motivos é que a China já se colocou contrária à consolidação do dólar como moeda de reserva internacional.

Por esse e outros pontos que essa reunião já é vista como contraponto à reunião do G-7+Rússia que cocorrerá em aproximadamente quinze dias, o ministro Celso Amorim, relações exteriores, já declarou inclusive que este grupo econômico não representa mais nada, o ministro justificou:

Quando foi criado o G-7, ele representava as maiores economias do mundo. Hoje, por qualquer critério, a China, a Índia e o Brasil são importantes, têm um peso para a economia mundial

em tempo: O ministro tem razão, hoje o BRIC é 15% do PIB mundial, no entanto há um elemento que falta ao BRIC mas que rege os demais blocos politico-economicos, que é a proximidade geográfica. Esse fator se justifica quanto aos demais países, mas não ao  Brasil. Não tendo esse facilitador natural o bloco ainda depende das previsões iniciais e principalmente da postura de Medvedev de consolidar a aproximação.  Este tem buscado na política externa re-colocar a Rússia como elemento organizador e contraponto à política de washingtom.

Este encontro é precedido pelo encontro da organização de cooperação de Shangai que reúne Quirguistão, Tajiquistão, Cazaquistão, Uzbequistão, China e Rússia e teve como observadores Mongólia, Paquistão, Índia e Irã, sendo que este último não participou do primeiro dia devido às questões relativas ao recente processo eleitoral.

(de agências, estado de São paulo, assesoria impresnsa ministério, blog luís nassif, valor e monitor mercatil)

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