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Agência Brasil:Remédios e cigarros puxam alta da inflação para baixa renda em abril

 

Rio de Janeiro – A inflação para as famílias com rendimentos mais baixos avançou 0,73% em abril. A elevação do Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC-C1) no mês foi mais intensa do que a observada em março (0,51%). O índice é calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda entre um e dois salários mínimos e meio.
De acordo com os dados divulgados hoje (6) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com o resultado, o IPC-C1 acumula elevação de 2,13% no ano, pouco abaixo dos 2,14% acumulados pelo IPC-BR, que mede a inflação para famílias com ganhos entre um e 33 salários mínimos. Nos últimos 12 meses encerrados em abril, a alta acumulada é de 6,27%, 0,22 ponto percentual acima do IPC-BR.
De acordo com o economista da FGV André Braz, coordenador do IPC, a alta nos preços dos cigarros e os reajustes em remédios foram os principais responsáveis pelo avanço do IPC-C1 em abril. Ele explica, no entanto, que foram aumentos pontuais e, como os produtos que mais pesam no orçamento dessa parcela da população são os alimentos, o índice de maio deve sofrer menor pressão.“Em abril, verificamos aumentos pontuais, que ainda devem ser captados em parte pelo índice de maio, mas nada que indique algum tipo de aumento generalizado para essas famílias, que comprometem mais seu orçamento familiar com a compra de alimentos. E para maio há uma grande expectativa que a variação nos preços dos alimentos diminua, especialmente dos in natura, que nos primeiros quatro meses do ano chamaram tanto a atenção, mas já apresentam tendência de queda forte”, explicou.
De acordo com o levantamento, houve alta nos grupos despesas diversas (de 0,72% para 4,67%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,76% para 1,53%). Juntos, eles responderam por mais de 90% do aumento no índice. Também avançaram os preços de vestuário (de -0,18% para 0,39%) e habitação (de 0,23% para 0,27%).
Por outro lado, houve desaceleração nos preços de educação, leitura e recreação (de 0,76% para 0,40%), transportes (de 0,04% para -0,01%) e alimentação (de 0,87% para 0,85%).
O IPC-C1 foi lançado oficialmente pela FGV no ano passado. Sua série histórica, no entanto, teve início em janeiro de 2004. O índice é divulgado mensalmente. 

 

Thais Leitão 
Repórter da Agência Brasil

 

Rio de Janeiro – A inflação para as famílias com rendimentos mais baixos avançou 0,73% em abril. A elevação do Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC-C1) no mês foi mais intensa do que a observada em março (0,51%). O índice é calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda entre um e dois salários mínimos e meio.

De acordo com os dados divulgados hoje (6) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com o resultado, o IPC-C1 acumula elevação de 2,13% no ano, pouco abaixo dos 2,14% acumulados pelo IPC-BR, que mede a inflação para famílias com ganhos entre um e 33 salários mínimos. Nos últimos 12 meses encerrados em abril, a alta acumulada é de 6,27%, 0,22 ponto percentual acima do IPC-BR.

De acordo com o economista da FGV André Braz, coordenador do IPC, a alta nos preços dos cigarros e os reajustes em remédios foram os principais responsáveis pelo avanço do IPC-C1 em abril. Ele explica, no entanto, que foram aumentos pontuais e, como os produtos que mais pesam no orçamento dessa parcela da população são os alimentos, o índice de maio deve sofrer menor pressão.“Em abril, verificamos aumentos pontuais, que ainda devem ser captados em parte pelo índice de maio, mas nada que indique algum tipo de aumento generalizado para essas famílias, que comprometem mais seu orçamento familiar com a compra de alimentos. E para maio há uma grande expectativa que a variação nos preços dos alimentos diminua, especialmente dos in natura, que nos primeiros quatro meses do ano chamaram tanto a atenção, mas já apresentam tendência de queda forte”, explicou.

De acordo com o levantamento, houve alta nos grupos despesas diversas (de 0,72% para 4,67%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,76% para 1,53%). Juntos, eles responderam por mais de 90% do aumento no índice. Também avançaram os preços de vestuário (de -0,18% para 0,39%) e habitação (de 0,23% para 0,27%).

Por outro lado, houve desaceleração nos preços de educação, leitura e recreação (de 0,76% para 0,40%), transportes (de 0,04% para -0,01%) e alimentação (de 0,87% para 0,85%).

O IPC-C1 foi lançado oficialmente pela FGV no ano passado. Sua série histórica, no entanto, teve início em janeiro de 2004. O índice é divulgado mensalmente. 

 

fonte: Agência Brasil

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